13 maio 2006

Um pouco de photolog em vez de blog...



À pouco tempo descobri que fotografar flores de perto tem uns resultados fixes e tenho a sorte de ter uma máquina que até faz umas boas fotos. Eu sei que isto não é um photolog, mas de vez em quando vou pôr por aqui algumas fotos que tirei e gosto particularmente (não, não vão ser só flores). Esta é uma delas.

Outra vez a tv...

É-me impossível não comentar isto publicamente. Hoje acordei e liguei a televisão na esperança de encontrar qualquer coisa decente para ver enquanto tomava o pequeno almoço. Qual não é o meu espanto quando descubro que em 3 dos 4 canais portugueses estão a passar Fátima. O.K., eu sei que é 13 de Maio e era suposto aquilo dar na televisão, mas em 3 canais? Será mesmo necessário? Então e quem não é católico e não tem mais que os 4 canais de televisão? Eu sei que há muita gente católica, mas não há assim tanta gente que acompanhe a missa pela televisão. Além disso é uma falta de consideração por quem não acredita.
Independentemente das minhas opções religiosas acho isto ridículo. Esta "guerra" de audiências, que eu até compreendo, por vezes é disputada de forma rídicula. Em vez de passarem programas alternativos aos que estão a passar noutro canal, passam a mesma coisa ou algo no mesmo género. Resumindo: ora temos os 3 canais a darem programas decentes e que nós gostariamos de ver às vezes 2 deles e não podemos porque são em simultâneo, ora temos alturas em que nenhum dos canais dá coisas decentes.
E terá sido ilusão minha ou terei ouvido o Papa dizer que era pecado ver televisão muitas horas? Estarão os 3 canais nacionais a incentivar o pecado, ainda que seja ver a missa?

08 maio 2006

Alentejo
















Porque o Alentejo verdinho e florido é lindo.
Porque Aljustrel já é quase a minha segunda cidade.
Porque alguém de quem gosto mais que tudo é de lá.
Porque o Alentejo merece esta pequena homenagem.

Insectos, Hollywood e a National Geographic

















Ontem estava a fazer o meu zapping habitual pelos canais da tv cabo e acabei por descobri que no AXN estava a dar um filme que já tinha visto à algum tempo, Starship troopers, ou algo do género. Isto fez-me recordar de um daqueles programas estranhos que de vez em quando passam na National Geographic e que por acaso achei piada de ver à uns dias atrás.
Bem, para quem não sabe, o filme tem um argumento um bocado palerma. Não é mais que a odisseia dumas tropas quaisquer que vão atacar um planetazinho recheado de insectos gigantes que, ainda por cima, são espertos. Ou melhor, um deles é esperto e os outros não passam de simples insectos-tropa. Temos assim batalhões do que julgo ser um qualquer tipo de formigas com patas que parecem espigões e peças bocais que parecem tesouras gigantes, escaravelhos gigantes que cospem uma substância estranha tipo ácido e ainda mosquitos gigantes que são mais ameaçadores que a aviação portuguesa (O.K., não é dificil). Ora isto parece-me tudo um bocado absurdo. Mais! Não consigo perceber a fixação de Hollywood em tornar os pobres insectos em verdadeiros alienigenas ameaçadores. Porque raio é que os ET's seriam insectos gigantes prontos a atacar a Terra? Sim, porque este não é o único filme em que isto acontece. Quem não se lembra da barata gigante vinda do espaço em Men in Black que andou por aí a fazer estragos? Ou do filme do Alien em que o bicharoco é inspirado numa espécie de formigas e na sua sociedade? O.K, para quem não se lembra desses temos os mais recentes Senhor dos Aneis e Harry Potter em que algures num dos filmes de ambas as sagas aparece uma aranha gigante (no caso do Harry aparecem várias). Será tudo isto produto da falta de imaginação?
À parte do exagero cinematográfico, outro dia, no referido programa da National, descobri que há um sr. tailandês doido por baratas (e sim Sofia, leste bem). Ora, eu não sou apologista de aterrorizar os nossos imaginários com insectos gigantes e ameaçadores, mas daí a adorá-los vai uma longa distância. Sim, porque acreditem ou não o sr. adora mesmo os bichinhos. Algures a meio do programa, o sr. encontra uma barata morta na rua, pega nela com todo o cuidado, mete-a num frasco, leva-a para um jardim, cava um buraco e põe o insecto lá dentro e tapa. Gostei sobretudo quando ele no fim de tudo diz: "Podia por uma lápide." Começo a desconfiar seriamente da sanidade mental desta pessoa.
Segundo a filosofia dele, os insectos reencarnam também. Isso faz-me pensar que a agressividade de algumas pessoas para com o resto da humanidade se explica pelo facto de algures no seu passado terem sido insectos mal tratados. Imaginemos o Bush, que algures na sua vida passada foi uma baratinha num país árabe e viu a sua família e amigos a serem espezinhados. Faz todo o sentido que o Sr. agora se queira vingar.
Por isso lembrem-me de não maltratar os insectos. Nunca se sabe no quê que eles vão encarnar futuramente.

02 maio 2006

Eu e a minha tv














Hoje tive um dia como já não tinha à algum tempo, um dia em que estive em casa sem nada de especial para fazer. Acabei o trabalho que tinha para fazer mais cedo do que pensava, estava bastante calor, pelo menos para o meu gosto, por isso acabei por tentar fazer o que tante gente faz: ver tv.
As minhas intenções até podiam ser boas, mas.. Caramba! Como é que é possível que haja pessoas que passam os dias pregados ao sofá a ver tv? E não, não é por fazer mal nem sequer porque é maçador, é mesmo pela falta de qualidade, sobretudo dos canais nacionais.
Ora comecemos a análise pelo início do dia. Então de manhã temos aqueles maravilhosos programas do tipo Fátima Lopes e Companhia. Que raio é aquilo? Cada vez que passam o anúncio do respectivo programa só anunciam que vão passar a desgraça alheia, artistas de fraca ou nenhuma qualidade, mais uns sketches humuristicos, ou tentativas disso, e supostas tertúlias, que tanto quanto ao que se sabe, não passam de sessões de mal-dizer, num programa que ocupa a manhã quase toda. Bolas, quase me esquecia das fantásticas previsões da abelha Maya. É incrível como ela consegue falar e não dizer nada de concreto.
E depois, o Jornal. Cada qual o mais espectacular. Quanto mais sangue e dramatismo a notícia tiver, melhor. Em alternativa temos as lavagens de roupa suja públicas dos nossos políticos e os desvarios dos nossos clubes de futebol e respectivo pessoal. Também gosto dos intervalos de meia hora para depois darem uma notícia do tipo: "A Lili Caneças fez outra plástica. Até amanhã."
À tarde temos horas e horas de telenovelas. Será que há alguém que consiga acompanhar sem se baralhar todas as histórias? Tenho dúvidas... Mas há quem tente de certeza. O pior é que, olhando para a grelha de programação, tenho ideia de já ter visto aqueles nomes lá à alguns anos atrás. Para quê repor tantas novelas? A Tvi lá vai fazendo a excepção, mas as opções não são melhores: temos as crónicas dos reality shows (já agora: que raio é aquilo do "Circo das Celebridades"?), seguindo-se um jogo, com duas edições diferentes, vai-se lá perceber porquê, e, claro, Morangos.
Bem, a seguir a uma tarde animada (ou então não), temos de novo o Jornal, que não é mais que a repetição das notícias que vimos à hora de almoço. E em seguida... mais novelas, pois claro. Ah, na RTP1 temos aquele programa fixe: a Herança. Sim, aquele em que no fim dão 5 pistas sem nexo com as quais é suposto chegar-se a um termo comum. Já acertei 2 ou 3, mas nunca fiz a ligação entre as pistas todas.
Quando já está tudo na cama, ou a pensar nisso, é que se lembram de dar as boas séries. Isto faz-me pensar que das duas uma: ou os senhores da programação acham que as pessoas não dormem ou acham que durante o dia e em horário nobre só estão palermas a ver tv.
E depois temos os fins de semana, com as manhãs viradas para as crianças (está certo, a essa hora as pessoas adultas com inteligência estão a descansar) e as tardes cheias de filmes que já deram pelo menos 20 vezes nos últimos 5 anos. Convém relembrar que esta tendência piora drasticamente no Natal e Ano Novo. Quem é que não sabe a história do Sozinho em casa, Beethoven ou da Música no Coração de trás para a frente? (A última moda é Senhor dos Aneis e Harry Potter). Será que com tantos filmes que saem anulamente não há nada de novo para passarem? Depois temos aqueles programas cujo formato já deu o que tinha a dar, tipo Herman, Levanta-te e Ri ou mesmo os reality shows da Tvi.
Somos salvos, na maior parte da vezes, e quem tem essa sorte, pelos quarenta e tal canais da Tv Cabo. Em algum deles há-de estar a dar qualquer coisa decente. No entanto, tenho de concordar com a minha amiga Sofia, o melhor é desistir de ver Tv. Valem os livros, onde se encontra sempre alguma coisa de qualidade para ler e os dvd's, que sempre nos permitem escolher que filmes havemos de rever ou ver pela primeira vez.
Tenho de dizer que acabei por desistir de ver tv e fui planear parte da viagem que tenciono fazer no verão.